9.15.2009

1st photos of Trieste

Salute!!

Como state? Aqui vão as fotos que prometi. Here are some photos of Trieste. Enjoy!


My room’s see sight, at “casa dello studente”.


Università degli Studi di Trieste, Main Building.


Via Fabio Severo, one of the main streets in Trieste.


For lovers =)


Piazza qualcosa (i don’t remember the name, sorry!)


Canal grande (almost like Aveiro, except for the Patheon and the Orthodox Church!)


Part of a gardener shop: a boat, what else?


You can also make a movie in Trieste (these one will get out on the next Spring, and its called Vicenzo something… again, I don’t remember the name. sorry! Again! lol)


Piazza Unità seen from Trieste harbour.


Trieste harbour.


Top of the fountain at Piazza Unità.


How to ring a bell (main clock at Piazza Unità).


Triestino’s balcony.

A very rich family’s house, placed at Piazza Unità: Lloyd Triestino.


Piazza Unità d’Italia, the one and only.


Beach at Trieste… confused?

Now look at the stairs that give you access to the sea… or a large and warm swimming pool


Miramare Castle, the “humble” house of Sissy.

9.14.2009

La prima volta

CIao!
Aqui vai o resumo da primeira semana por terras italianas (ainda não tenho net, porque me falta a password que, por sua vez, demora algum tempo a chegar – afinal não são só os serviços de Portugal os atrasados! Um bem-haja aos nosso empregados públicos!! Eu escrevi mesmo isto?! Autch, só podem ser as saudades do nosso Portugal, pequenino mas poderoso – Marta, soa-te familiar?! Lol).
Bem, por onde começar?! Pode ser mesmo pelo primeiro dia. Para quem não sabe, para vir para Trieste tive que apanhar dois aviões – o primeiro de Lisboa para Munique e o segundo de Munique para Trieste, claro está. Foi a primeira vez que andei de avião (sim, é verdade!) e adorei, adorei, adorei! Obviamente que sobrevoámos Lisboa e adorei; depois passámos perto da Serra da Estrela, por Bilbao, depois algures por França com direito a passar antes pelos Pirinéus (mas confesso que a essa hora eu já estava a dormir, tendo em conta que nesse dia me levantei às 9h da matina, sai de casa – do meu doce Alentejo – à meia-noite para estar no aeroporto cedo – que é como quem diz 3 e tal da matina. Ainda neste parêntesis – que grande!! – tenho a dizer que os aeroportos quando estão vazios são bem porreiros – o ppl a dormir em qualquer lado!! Ehehh. Gostei. E pronto, agora vou fechar parêtesis – voilà). Por fim passámos pelos Alpes – UAU!! -, tal como me tinham dito é um sem fim de montanhas. Só ali me apercebi verdadeiramente da pequenez de uma pessoa quando comparada com tal obra da Natureza. Fiquei mesmo fascinada! Pouco depois sobrevoámos Munique, que tem os campos todos arranjadinhos, parecem verdadeiros tapetes com quadrados castanhos, verdes. amarelos e cores intermédias. Depois o fascínio acabou quando tive que ficar umas 4h e tal no aeroporto de Munique a olhar para o boneco (mas antes disso ainda tirei os olhos da miséria e ainda vi uns quantos episódios de Weeds) e mais ainda quando tive que comer alguma coisa e desisti quando vi os preços. Fiquei-me por um café, para me manter acordada (e mesmo assim custou 1.5eur…. sem comentários!!). Eis que chega a hora de ir para outras paragens e lá vamos nós para o avião que nos levaria para Trieste – que, contrariamente ao outro, era bem mais pequeno e tinha hélices à vista (perdoem-me a ignorância aqueles que percebem imenso de aviões e tal, mas para mim aquilo são hélices. Ponto.). E, contrariamente ao anterior, este avião descolou e aterrou de um modo bem mais preocupante – ao ponto de eu considerar se efectivamente chegaria a Trieste em boas condições. E a hospedeira!! Eheh, devia ser das primeiras viagens que fazia – além de ter de pedir muitas desculpas ao longo do corredor por bater com o carrinho em metade dos passageiros (é verdade que o corredor era estreitinho e tal…). Bem, mas mesmo com estas peripécias cheguei a Trieste pouco mais de uma hora depois de termos saído de Munique. O aeroporto aqui é pequenino, metade dos policias não sabem falar inglês e, como se não bastasse, nem a senhora que está na recepção ao ppl que chega me soube dar as informações que lhe pedi. Conclusão: foi a causa do atraso do autocarro que me levaria para a cidade, isto porque ninguém me soube explicar que para apanhar o dito cujo se tinha que comprar um bilhete antes. E onde? No aeroporto! Lá veio um segurança mais novo e tal, bastante simpático e que falava inglês, e lá me safou. O motorista do autocarro também foi amável porque esperou por mim (para ai uns 10min porque quando fui tirar o bilhete havia duas velhotas que, no seu tempo muito lento, estavam entretidíssimas a falar e tal, e a ver de trocos nas calmas como se não houvesse mais nada no mundo. Ah, paciência!). Bem, lá apanhei o bus e lá fui para a cidade (coisa para demorar os seus 50min porque o aeroporto fica numa localidade próxima de Trieste). Durante o percurso passei pela costa do Golfo de Trieste – que visão! E entretanto, mais perto da cidade, passei pelas praia – que basicamente é uma piscina gigante, uma vez que não há areia e o que as pessoas fazem é descer umas escadas directamente para a água (como se faz às vezes na Caparica, quando o mar tende em galgar a areia). Como resultado, é ver montes de gente no passeio a apanhar literalmente banhos de sol. E vi um grupo de senhoras de meia-idade em topless (e o passeio fica a 2m, se tanto, da estrada, só para contextualizar a situação) em plena cavaca num círculo; os seus respectivos maridos estavam de fora do círculo de olho nas suas mulheres! Eheh! Depois foi chegar à cidade e sair do bus. À minha espera estavam as doutorandas do prof. Enrico que me têm ajudado imenso nestes dias – Valentina e Stefy.
Sempre que dizia às pessoas que vinha para o Norte de Itália toda a gente me dizia que as pessoas eram frias, antipáticas e nada acolhedoras. Pois bem, o mito que não se expanda para estas bandas porque tenho-vos a dizer que só tenho encontrado pessoas simpáticas, acolhedoras e dispostas a ajudar sempre que preciso.
Uma vez chegada a Trieste fui conhecer o meu quarto na Casa do Estudante (antes ainda fui ao lab dizer olá ao prof. e já agora conhecer quem lá estava). Estava estafada, já que tirando uma hora ou menos do que dormi no avião de Lsiboa para Munique, estava acordada desde a manhã do dia anterior. Mesmo assim fui logo convidada para um jantar nessa noite (mas pedi que me deixassem dormir uma horinha ou duas). Fomos a uma pizzaria – eu, a Valentina e namorado, a Stefy, a Clara, o Tiziano (também do lab) e una amigos da Clara (que eram bem divertidos e um deles já tinha ido a Portugal, nomeadamente a Setúbal e ao Algarve). A noite foi bastante agradável, as pizzas boas, boas, boas, mas enormes (uma pizza grande ai é uma pizza normal, ou seja, para uma pessoa – escusado será dizer que comi metade, o equivalente a uma média ai). O resto da semana foi passada a tratar de papéis e afins; a ir ao lab, conhecer os cantos à casa, procurar casa (sim, porque vou estar aqui na casa do estudante apenas no mês de Setembro – não tem cozinha, coisa que para mim é extremamente importante) e à noite ir a jantares.
Quanto às casas – tem sido um desafio e bem divertido. Primeiro que tudo, a Stefy é um expert em procurar casa, por isso qualquer anúncio que apanhava trazia para o lab e dizia-me o que pensava e se valia a pena; feita a selecção telefonava e marcava hora para vermos casa. Acabámos por reduzir o número das casas em 5 e logo no primeiro dia vimos a que vai ser a minha futura casa - por isso, em Outubro, vou para uma casinha mais longe da faculdade mas que fica a meio caminho entre a faculdade e o centro da cidade. Além de ter um dono bem simpático, que por sinal vai morar lá este ano, estuda Biologia e é o típico italiano (está adicionado no Facebook, quem tiver e estiver interessado que passe por lá e dê uma olhada. Lol), a casa tem divisões amplas e um jardim em frente numa zona super calma e bem perto da via principal. Quanto às restantes casas que vimos – que cena! Uma delas era para alugar um quarto numa casa onde iriam estar 7 pessoas. A casa era enorme mas a dona era do estilo Peace and love, com uma gato branco enorme a andar por cima da bancada da cozinha (onde havia comida) e a entrar nos quartos e a arranhar tudo o que encontrava. Não! Obviamente. Além disso ficava no outro lado da cidade, muito longe da faculdade. Depois houve outra casa, essa bem mais perto da faculdade. A situação era a seguinte – a rapariga que colocou o anúncio na faculdade tinha que arranjar uma pessoa para completar o grupo de 5 ou então perdia o direito à casa porque os donos já tinham falado com outro grupo que não se importava de pagar mais 100eur a mais do que eles pediam inicialmente (grandes porcos, digo-vos já! Nunca vi nada assim!). Embora a casa fosse a mais nova e a que tinha melhores condições quando nos demos conta da situação obviamente que dissemos adeus, né? Depois de vermos esta casa telefonámos para o tal rapaz a confirmar que queríamos a casa e para a semana irei então fechar contrato =).
Quanto aos jantares: terça foi a minha noite de folga, quarta foi a festa na casa do prof. Enrico. Vive num apartamento perto do porto de Trieste, mesmo no último andar, e obviamente com uma vista de cortar a respiração. O jantar foi bastante agradável – além do ppl do lab dor prof.Enrico estavam também pessoas do lab da sua mulher, que faz investigação na área da Proteómica, nomeadamente na modulação de proteínas e Farmacêutica. Têm dois filhos, super queridos, sendo que o mais velho (que anda para ai no 5ºano) foi a atracção da festa porque além de contar piadas dançava e entretia as pessoas com histórias super engraçadas. Comi bastantes pratos típicos – muito tomate, muito queijo, muito peperoni – e também alguns doces bastante bons! Gosto bastante da cozinha italiana! E pronto, na quinta fui jantar a casa da Stefy e comemos pasta com um molho bem bom que a mãe dela tinha feito. A noite também foi bastante agradável e em italiano, por isso fiquei bastante contente quando cheguei ao final e percebi que tinha entendido grande parte da conversa (já dou uns toques também! Lol).
Sábado foi dia de descanso e turismo – de manhã dormi e à tarde fui tirar fotografia à cidade. No intermédio fui comer à cantina e tive que pedir ajuda porque aqui o sistema é diferente – tem-se um cartão e saldo no dito cujo; o que pedires é descontado nesse cartão. Mas eu não sabia e de resto era mesmo a primeira vez que lá ia, por isso pedi ajuda a um rapaz, também ele de Biologia e cuja especialização é Genómica. Almocei com ele e com os amigos, incluindo uma rapariga de medicina super simpática e pronto, depois foi pegar na máquina e ir para o centro. Quando vinha para cima tentei diversas vezes e em diversos locais telefonar para Portugal (porque o saldo do meu telemóvel é nulo), mas não percebo o que se passa nestas bandas e não consegui telefonar para ninguém. Terça-feira terei internet, ou pelo menos password, e por isso espero poder comunicar com o mundo. Por ora a minha companhia é The Shadow of the Wind, de Carlos Ruiz Zafón – os livros são mais baratos aqui. Mais, o café é apenas 30cent nas máquinas; existe Lidl (muito mais barato que os outros supermercados onde, por exemplo, não encontro nenhuma fruta a menos de 1eur/Kg!! Choque!); existe uma montanha de variedades de pasta e queijo, obviamente (por isso eu passo sempre horas a escolher queijo); as embalagens aqui são bem mais práticas (os cereais têm um fecho tipo zipp, por exemplo!); há pacotes de leite de 0.5L e garrafas de água de 2L; chá verde muito bom…. Ah! E têm gelados tão boOOoooONS!! Existe aqui uma gelataria – Gelatos Marco – onde o dono faz os gelados no próprio dia com tudo natural, sem conservantes nem corantes, apenas com fruta e leite. E são bem baratos, tendo em conta o que se pagaria ai por duas bolas de gelado por exemplo (2eur, duas bolas bem grandes!!)! E são tão bons! Já tinha dito! São mesmo!!
Domingo foi dia de praia e dia para conhecer pessoal bem simpático e divertido – o típico habitante de Trieste, ao que parece – boa cidade esta =)
E pronto, fico-me por aqui. Pelo tamanho do post, a minha companheira de cela (que agora foi extraditada para o pais do chocolate) tem muito para escrever: muahahhaha!! =p

Molti bacini per tutti!!
p.s.: as fotos ficam para quando eu tiver net ràpida para os uploads, okidoki?

9.02.2009

Ready, set, go!

A aventura já começou!! E as primeiras representantes MBCéMicas no estrangeiro já andam a espalhar terror por terras belgas =P
Depois de uma viagem sem grandes turbulências (só mesmo o excesso de peso das malas que custou tanto nas carteiras como a carregá-las para chegar aos nossos novos aposentos....) fomos agradavelmente saudadas por falares portugueses do nosso ancestral nestas andanças que ainda por cá se fazia representar. E que ajuda que nos deu! Além de guia foi uma óptima companhia para os primeiros momentos em terras de além (obrigada António!).

Os primeiros reconhecimentos ao local já foram feitos. Como não podia deixar de ser implica conhecer o que é típico, o que remete logo para cerveja (a variedade é tanta que acho que não teremos tempo para as provar todas, mas eu e a Soraia comprometemo-nos a fazer um roteiro e então é quase uma questão de serviço público). E até agora a opinião é bastante positiva! É uma terra gira, cheia de verde e de coisas giras para visitar. E quanto ao local de trabalho...bem, IMPECÁVEL!!
Primeiro dia de trabalho que se preze não fica completo sem histórias para contar. Ora então, depois de conhecer os cantos à casa e sermos apresentadas a uma montanha de pessoas de nomes inicialmente imperceptíveis segue-se um momento de acção em que soam os alarmes do edifício, com direito a evacuação, desfile de bombeiros com uma parafernália de máscaras, fatos e botijas de coisas que não conseguimos perceber o que é (valha-nos essa bela língua com que por cá os autóctones comunicam entre si..). Tudo se resolveu e a única consequência foi mesmo o almoço às 11.30 da manhã...

A língua é todo um novo desafio. Imaginem-nos munidas de dicionário dutch-english em punho paradas em frente de letreiros, paragens de autocarro, supermercados e papéis...mas até nisto temos tido sorte e arranhando um cadito o inglês aqui e ali lá nos entendemos.

A terra é longínqua mas ainda não é fria. Imagino o calor abrasador que faça agora em Portugal...aqui está algo semelhante a primavera. E como não podia deixar de ser o primeiro dia de trabalho foi também o dia da primeira chuvada aqui das meninas (se fosse casamento tava abençoado né?!).

E o resto ainda fica por contar e mais novidades se seguirão. As saudades já se sentem mas não vale a pena falar nisso. Aproveito para desejar um bom reinício a todos os que já têm as mãos na massa - e também aos outros que ainda têm um bocadito mais de férias...mas pra esses agora o aviso é pra aproveitarem (como se precisassem do conselho..!).

E também à minha companheira de escrita criativa: cachopa, queima aí os últimos cartuchos, faz boa viagem e não demores muito a pôr aqui o teu pedaço!

See ya,
Marta